Reanimação Neonatal e Transporte
No Brasil, a cada ano, nascem cerca de 3 milhões de crianças, das quais aproximadamente 10% possuem idade gestacional inferior a 37 semanas – recém-nascidos prematuros (RNPT).
A sobrevida dos recém-nascidos, em especial dos prematuros, reflete a estrutura e a qualidade do cuidado antenatal, da assistência ao trabalho de parto e do atendimento neonatal.
A maioria dos RNPT precisa de ajuda para realizar a transição cardiorrespiratória necessária para a sobrevivência no ambiente extrauterino. A necessidade de intervenção é inversamente proporcional à idade gestacional. Isso se deve à imaturidade anatômica e fisiológica. A pele fina e tecido adiposo escasso os torna mais propensos à perda de calor. A imaturidade dos pulmões e da musculatura torácica, associada à imaturidade do controle respiratório pelo sistema nervoso central, dificulta a respiração efetiva ao nascimento.
Em RNPT que nascem com peso abaixo de 1.500g, aproximadamente 60%, necessitam de ajuda para iniciar a respiração e 6% necessitam de manobras de reanimação neonatal avançadas, incluindo massagem cardíaca e medicações. Desta forma, é fundamental contar com material adequado e equipe especializada, capaz de agir de forma rápida e eficaz, assegurando a qualidade no atendimento e segurança aos pacientes.
O preparo à assistência ao RNPT consiste na realização de história materna, disponibilização do material para avaliação do bebê e manutenção da temperatura corporal, além de material para ventilação e reanimação avançada, caso seja necessário. Quanto à equipe, é necessário a presença de 2 a 3 profissionais de saúde para o atendimento de cada RNPT, um dos quais deve ser, preferencialmente, médico Pediatra Neonatologista.
Após realizar os cuidados para estabilização do RNPT em sala de parto, deve-se transportá-lo à unidade neonatal em incubadora aquecida de dupla parede, com o objetivo de manter a temperatura corpórea adequada (entre 36,5 a 37,5ºC), além de ministrar cuidados específicos quanto às vias aéreas e suporte ventilatório.
O nascimento prematuro é sempre de alto risco e deve, portanto, ocorrer em hospitais com estrutura física e recursos tecnológicos adequados para o atendimento especializado.
Marina Silva Peres
Fabíola Roberta Marim Bianchini
Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil
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